Com juros baixos, onde é melhor deixar a reserva de emergência?

Não deixe de investir sua reserva

Nunca se sabe quando um contratempo vai aparecer e comprometer o orçamento. É uma doença inesperada, um carro que quebra, um perrengue durante uma viagem. Fica mais difícil superar essas coisas quando não se tem uma reserva de emergência, aquele dinheiro que fica guardado exatamente para as surpresas da vida.

Agora a taxa básica de juros (Selic) tem estado em baixa, por isso, surge a dúvida de qual o melhor investimento para guardar essa reserva. Afinal, todas as opções mais convencionais do mercado estão com a rentabilidade menor. 

A primeira coisa a estar atento é que todo mundo precisa ter a reserva de emergência. E independentemente dos juros estarem altos ou baixos, esse dinheiro de reserva tem que estar investido para render. 

A reserva protege a pessoa de ter que contar com empréstimos ou cheque especial na hora do aperto. Afinal, todo tipo de empréstimo tem juros e pode custar muito caro. No final, você terá uma nova dívida, mais difícil ainda de superar. 

Diferente de outros tipos de investimentos, os relacionados à reserva de emergência têm algumas características em comuns, devido à finalidade do dinheiro. 

A primeira característica é liquidez, é um fator que deve conter em todas as aplicações que você fizer para a reserva de emergência. Isso significa que você pode retirar o dinheiro a qualquer momento. 

Por mais que você possa contar com o dinheiro que está na poupança sempre que precisar, ela tem uma desvantagem, se você retirar antes do aniversário, perde o rendimento total do mês que fez o saque. Além disso, a poupança tem uma rentabilidade baixa. Esses dois fatores devem ser levados em consideração na hora de escolhê-la.

Enquanto isso, O Tesouro Selic e o CDB têm liquidez diária, você pode solicitar um valor em um dia e resgatar no outro. Contudo, o Tesouro pode, algumas vezes, fechar as negociações durante o dia e impedir que o investidor retire seu dinheiro. Já alguns CDBs possibilitam o resgate no mesmo dia da solicitação, a regra varia de acordo com a instituição financeira.

Além da liquidez, leve em consideração a rentabilidade. Neste quesito a poupança não é recomendada, atualmente ela rende 70% da taxa Selic, mais a taxa referencial (TR), que é zero. Neste caso, o Tesouro Selic e o CDBs rendem mais.

Ainda sobre a poupança, ela rende menos que a inflação que está em 4,19% ao ano. Enquanto o Tesouro e os CDBs estão um pouco acima. Mesmo que pouco, ainda vale a pena contar com eles.

A rentabilidade do Tesouro é igual a taxa Selic, 4,25% ao ano. Essa modalidade acompanha também as mudanças nas taxas de juros. Já os CDBs costumam render 100% ou mais da taxa CDI ou um pouco mais que isso. O CDI rende um pouco menos que a Selic e é utilizado como base para investimentos de renda fixa.

A última característica necessária é segurança. O Tesouro Selic é o investimento mais seguro do país. Já a poupança e os CDBs têm a segurança baseada na instituição financeira. Eles contam também com um seguro chamado Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, se o banco emissor falir, o cliente recebe o valor investido de volta. 

Escolha a melhor aplicação de acordo com as suas necessidades, só não deixe de guardar a reserva para ficar tranquilo durante qualquer situação que requer gastos surpresas. 

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